John Addey e David Hamblin

Ele acreditava que esses conceitos fundamentais eram, em sua forma mais simples, as qualidades dos números manifestando-se no tempo. A busca por uma maneira de compreendê-los levou à formulação de sua teoria dos harmônicos. Suas técnicas harmônicas apresentavam uma maneira muito mais sutil e refinada de estudar o padrão complexo dos inúmeros ciclos que compõem o mundo em que vivemos. Ela rompeu com as limitações do sistema dodecafônico da astrologia.
O desenvolvimento prático da harmonia foi facilitado pelo uso de computadores por Addey. No entanto, a visão inicial de uma base para uma astrologia racional surgiu de uma perspectiva de contemplação platônica e pitagórica. Para Addey, o valor da astrologia residia em sua capacidade de enxergar a grande ordem do tempo como expressão de formas e números eternos. O valor do mapa astral era que ele era, em suas palavras, "um diagrama do contrato da alma com o tempo e o espaço"[9]. Ele foi influenciado pelo mito de Er de Platão , descrito em A República , no qual Platão sugere que a alma se encarna continuamente após ter feito uma escolha positiva de assumir as oportunidades e os desafios de uma vida terrena específica, vivida em um tempo e lugar específicos.

🌟 Mapas Harmônicos: H4, H9 e além
Os mapas harmônicos surgem como uma ferramenta para revelar aspectos que não aparecem claramente no mapa convencional, abrindo novas perspectivas sobre o mapa natal e a vida do cliente.
John Addey e David Hamblin
A Astrologia Harmônica foi criada por John Addey (1920–1982) e desenvolvida posteriormente por David Hamblin (1935–).
Addey enxergava o mapa natal como uma rede vibracional, inspirada por matemática e música. Para ele, cada planeta emite frequências que se combinam, formando padrões que se repetem e ressoam ao longo da vida.Ele propôs que os aspectos tradicionais (conjunção, sextil, quadratura, trígono, oposição) são os primeiros harmônicos, e que dividindo o círculo zodiacal em segmentos menores, poderíamos acessar camadas mais sutis da personalidade e da experiência.
Hamblin expandiu essa visão, trazendo aplicações práticas, incluindo leitura de trânsitos, progressões e sinastrias, tornando possível perceber temas repetitivos, talentos ocultos e desafios inconscientes.
A inspiração para criar os harmônicos veio do desejo de entender o mapa como música e vibração, vendo os planetas como notas que formam melodias complexas e reveladoras sobre a psique.
Obras de John Addey — Quantos livros escreveu?
Addey escreveu inúmeros artigos – principalmente para o Astrological Journal , muitos dos quais agora estão disponíveis em sua Harmonic Anthology (1976, nova edição, AFA, 2011) e Selected Writings (AFA, 1976); sua principal obra foi Harmonics in Astrology (1975, última edição, Eyebright Books, 2010). Ele estava escrevendo um novo livro, A New Study of Astrology, quando adoeceu no inverno de 1982 – este foi concluído por Charles Harvey e Tim Addey alguns anos depois (Urania Trust, 1996). Esta última obra incluiu como apêndices duas pequenas monografias – Astrology Reborn (originalmente publicada em 1972) e The Discrimination of Birthtypes (1974).
Principais livros reconhecidos:
Harmonics in Astrology: An Introductory Textbook to the New Understanding of an Old Science (1976/1977; várias edições posteriores) — sua obra-ícone sobre teoria harmônica.Astrology Reborn (1971) — ensaio sobre fundamentos-filosóficos da astrologia.
Discrimination of Birth Types (and Relation to Disease) (1974) — estudo sobre tipos de nascimento e saúde.
Harmonic Anthology (compilação de artigos, 1976/2005 ed.) — artigos e ensaios sobre harmonics.
Selected Writings (1976) — coleção de escritos diversos.
A New Study of Astrology (concluído postumamente em 1996 por colegas) — texto mais extenso incluindo trabalhos anteriores e inéditos.
Segundo catálogos como o Goodreads e biografias, ele aparece listado com cerca de 5–6 obras principais de autoria direta ou compilação.
📖 2) Índice de Harmonics in Astrology
Este é o índice (capítulos) conforme edições acadêmicas e livros-catalogados:
Parte I — Teoria Geral
-
What this book is about
-
Introducing waves
-
More about waves
-
Down to work
-
A conceptual framework for the symbolism of harmonics
-
Harmonics in the diurnal cycle
-
Harmonics in the ecliptic I
-
Harmonics in the ecliptic II
-
Harmonics in the aspect circle
-
Recapitulation
What this book is about
Introducing waves
More about waves
Down to work
A conceptual framework for the symbolism of harmonics
Harmonics in the diurnal cycle
Harmonics in the ecliptic I
Harmonics in the ecliptic II
Harmonics in the aspect circle
Recapitulation
Parte II — Aplicações Práticas
-
The Navamsa or ninth harmonic chart
-
The fifth harmonic chart
-
Other harmonic charts
-
New light on aspects
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Harmonics and “degree areas”
-
Harmonics in progressions, transits and other directional measures
The Navamsa or ninth harmonic chart
The fifth harmonic chart
Other harmonic charts
New light on aspects
Harmonics and “degree areas”
Harmonics in progressions, transits and other directional measures
Parte III — Problemas / Questões Avançadas
-
Some wave complexes
-
What determines phase?
-
Tropical vs. sidereal
-
Astrology, harmonics and the genetic code
-
The relevance of other cycle studies
-
Summing up
Apêndices
• A simple working plan for researchers
• Points bearing on harmonic analysis
• Índice geral
Some wave complexes
What determines phase?
Tropical vs. sidereal
Astrology, harmonics and the genetic code
The relevance of other cycle studies
Summing up
• A simple working plan for researchers
• Points bearing on harmonic analysis
• Índice geral
Resumo de cada capítulo — versão sintética interpretada
Aqui uma síntese do que cada bloco aborda, com foco no sentido astrológico da obra:
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🌐 PARTE I — FUNDAMENTOS
🌀 Capítulos 1–3 — Ondas, ciclos e ressonância
Parte I — Teoria Geral
Capítulo 1–3 — Ondas, ciclos e ressonância :
Introduzem a ideia de que astrologia funciona como um sistema de ondas harmônicas — ciclos que se sobrepõem e criam padrões mais ricos que os aspectos tradicionais. O propósito é mostrar que todas as posições planetárias podem ser entendidas como expressões de ciclos numéricos (harmônicos).
Aqui nasce a mudança de paradigma: o mapa deixa de ser uma fotografia e passa a ser um acorde.
👉 Na prática:
- Ler o mapa natal como sobreposição de frequências psíquicas.
- Entender conflitos internos não como “problemas”, mas como interferências de onda.
- Em sessão: ajuda o consulente a compreender por que certos temas reaparecem ciclicamente, mesmo após “resolvidos”.
Excelente para pessoas em processos terapêuticos, espirituais ou criativos que sentem padrões recorrentes sem causa evidente.
🧮 Capítulo 4 — Como calcular e trabalhar com harmônicos
Capítulo 4:
Explica como “baixar” a teoria para cálculo: como gerar cartas harmônicas a partir de divisões matemáticas da roda zodiacal.
Este capítulo fundamenta o uso técnico de:
- H5 (criatividade),
- H7 (crise, destino, desvio),
- H9 (sentido, alma, consagração),
- e outros.
👉 Na prática:
- Gerar cartas harmônicas específicas conforme a pergunta do consulente.
- Evitar leituras genéricas: cada harmônico responde a um nível da psique.
Capítulo 5:
Constrói um quadro conceitual simbólico — como número e ciclo refletem significado astrológico.
Este capítulo permite interpretar o número antes de interpretar o planeta.
👉 Na prática:
5 → necessidade de criar, expressar, singularizar.
7 → zonas de tensão, estranheza, destino não integrado.
9 → vocação, sentido maior, oferenda ao mundo.
Explica como “baixar” a teoria para cálculo: como gerar cartas harmônicas a partir de divisões matemáticas da roda zodiacal.
Constrói um quadro conceitual simbólico — como número e ciclo refletem significado astrológico.
🧩 Capítulo 5 — Estrutura simbólica dos números
A sentença completa da leitura harmônica
Exemplos do 1 ao 12 incluindo os signos
1 — Unidade | Ser
2 — Polaridade | Encontro
3 — Fluxo | Comunicação
4 — Forma | Estrutura
5 — Criação | Dom
6 — Harmonia | Serviço
7 — Mistério | Destino
8 — Intensidade | Poder
9 — Sentido | Consagração
10 — Manifestação | Autoridade
11 — Visão | Ruptura
12 — Dissolução | Transcendência
Frase-mantra para alunos e leituras profundas
🌞 Capítulos 6–9 — Harmônicos no ciclo diário, eclíptico e aspectos
Aplica teoria a conceitos clássicos:
Diurno (ciclos de 24h),
Eclíptico (ciclos zodiacais),
Círculo de aspectos (como quintis, septis, novis aparecem como harmônicos).
🌗 Capítulos 6–9 — Quando o Céu deixa de ser desenho e se torna vibração
🌞 O ciclo diurno — o tempo como pulso (24 horas)
♈ O ciclo eclíptico — o zodíaco como escala de frequências
escala
🔺 O círculo de aspectos — aspectos como harmônicos visíveis
🔥 O conflito invisível — quando o H7 revela o que a quadratura não mostra
🎨 O talento oculto — quando o H5 faz florescer o que estava silencioso
🌙 O H9 — quando a alma se alinha além do ego
✨ Síntese de Addey
🌿 PARTE II — APLICAÇÃO DIRETA
🌙 Capítulo 11 — H9 (Navamsa)
Parte II — Prática
Capítulo 11 (H9 / Navamsa):
Mostra esse harmônico relacionado a temas de destino e dharma (comparável à Navamsa da tradição védica), explorando como nona harmônica revela padrões não visíveis no mapa natal base.
Capítulo 12 (H5):
Focado em criatividade e expressão individual — muitos autores de astrologia harmônica consideram este harmônico essencial para perceber talentos e vocação.
Capítulo 13:
Explora harmônicos adicionais como H7 e H9, ampliando o repertório interpretativo além dos tradicionais aspectos de 60°, 90°, 120° etc.
Capítulos 14–16:
Reconfiguram o entendimento de aspectos, áreas de grau, progressões e trânsitos à luz dos ciclos harmônicos.
Mostra esse harmônico relacionado a temas de destino e dharma (comparável à Navamsa da tradição védica), explorando como nona harmônica revela padrões não visíveis no mapa natal base.
Focado em criatividade e expressão individual — muitos autores de astrologia harmônica consideram este harmônico essencial para perceber talentos e vocação.
Explora harmônicos adicionais como H7 e H9, ampliando o repertório interpretativo além dos tradicionais aspectos de 60°, 90°, 120° etc.
Reconfiguram o entendimento de aspectos, áreas de grau, progressões e trânsitos à luz dos ciclos harmônicos.
🎨 Capítulo 12 — H5 (Criatividade e expressão)
🜂 Capítulo 13 — H7 e outros harmônicos
🔭 Capítulos 14–16 — Aspectos, áreas de grau, trânsitos e progressões
🧠 PARTE III — SÍNTESE E CONSCIÊNCIA
🧬 Capítulos finais — Fase, genética, zodíaco, síntese
✨ Síntese prática para o astrólogo contemporâneo
Parte III — Questões e Problemas
Capítulo 17–22:
Discute temas avançados e críticas — fase das ondas, diferença de zodíacos tropical vs. sideral, relações possíveis com genética cíclica e outras abordagens temporais.
Discute temas avançados e críticas — fase das ondas, diferença de zodíacos tropical vs. sideral, relações possíveis com genética cíclica e outras abordagens temporais.
👥 4) Exemplos e figuras consultadas no livro
A maioria das edições de Harmonics in Astrology não apresenta um compêndio oficial listado no índice de exemplos de cartas famosas, mas uma edição histórica mencionada indica que:
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A edição original mudou um exemplo envolvendo Lenin e a Revolução Russa no Navamsa para um exemplo envolvendo Enrico Fermi e a bomba atômica.
Em outras fontes secundárias (histórias de estudo):
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Estudos posteriores de harmonics frequentemente citam figuras como Michel e Françoise Gauquelin em relação a estatísticas e validações.
Mas: não há lista completa pública de todos os exemplos de pessoas famosas usados por Addey em Harmonics in Astrology — muitos exemplos eram retirados de cartas pessoais de pesquisa ou estudos de caso controlados.
A edição original mudou um exemplo envolvendo Lenin e a Revolução Russa no Navamsa para um exemplo envolvendo Enrico Fermi e a bomba atômica.
Estudos posteriores de harmonics frequentemente citam figuras como Michel e Françoise Gauquelin em relação a estatísticas e validações.
🧠 5) Sobre o livro e sua importância
-
Addey é creditado por inaugurar uma perspectiva harmônica de astrologia que expande o sistema de aspectos e mostra múltiplos cortes do mapa natal através de números inteiros maiores do que 12 — por isso H5, H7, H9 etc.
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Ele propõe que a astrologia funciona por “vibrações cíclicas” da realidade, conectando astrologia com filosofia platônica e números como princípio do cosmos.
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Sua obra é considerada um marco teórico — embora menos adotado mainstream, foi influência para pesquisas harmônicas posteriores.
Addey é creditado por inaugurar uma perspectiva harmônica de astrologia que expande o sistema de aspectos e mostra múltiplos cortes do mapa natal através de números inteiros maiores do que 12 — por isso H5, H7, H9 etc.
Ele propõe que a astrologia funciona por “vibrações cíclicas” da realidade, conectando astrologia com filosofia platônica e números como princípio do cosmos.
Sua obra é considerada um marco teórico — embora menos adotado mainstream, foi influência para pesquisas harmônicas posteriores.
Conclusão
Quantos livros escreveu (principais): cerca de 5–6 títulos principais, incluindo Harmonics in Astrology, Astrology Reborn, Discrimination of Birth Types, Selected Writings, Harmonic Anthology e A New Study of Astrology.
Índice de Harmonics in Astrology: conforme listado acima em três partes com 22 capítulos + apêndices.
Resumo dos capítulos: organizado por teoria (ondas), prática (harmônicos aplicados a ciclos e cartas) e problemas (questões metodológicas e filosóficas).
Exemplos de figuras: embora não exista um índice dedicado de nomes no livro, sabe-se que Addey incluiu exemplos de harmônicos em cartas históricas e em pesquisas correlacionais; em pelo menos um caso o exemplo foi de Enrico Fermi (substituindo Lenin).
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Como funciona um mapa harmônico
Um mapa harmônico deriva do mapa natal. Ele deve ser estudado apenas após uma compreensão profunda do mapa natal, porque é uma camada de interpretação avançada.
A ideia central: cada aspecto (ângulo entre planetas) pode ser visto como uma vibração, não apenas um ângulo. Conjunções formam união e fusão de energias; oposições e quadraturas representam tensão e dualidade; trígonos e sextis trazem harmonia e fluxo.
Exemplo: Quarta Harmônica (H4)
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Divide-se o círculo zodiacal de 360° em quatro segmentos iguais de 90°.
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Cada segmento é então considerado como um novo zodíaco completo – uma ideia semelhante ao holograma, onde cada parte contém a totalidade.
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As posições planetárias são multiplicadas por 4:
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Planeta a 1° de Áries → 4° de Áries
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Planeta a 2° de Áries → 8° de Áries, e assim por diante.
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Isso transforma quadraturas e oposições do mapa natal em conjunções no H4, criando um mapa de tensões que revela o potencial de crise e conflito interno.
Objetivo: A quarta harmônica aprofunda a compreensão das dualidades internas, dos conflitos pessoais e das áreas em que a pessoa é mais mobilizada por tensão.
Outras harmônicas importantes
Nona Harmônica (H9): sintetiza trígonos e sextis; trabalha com a pluralidade do três e mostra potenciais de harmonia e fluxo interno.Quinta Harmônica (H5): relacionada a aspectos de 72° (quintil); revela talentos e princípios que não aparecem no mapa convencional.
Sétima Harmônica (H7): relacionada a aspectos de 51,428° (Septil); evidencia padrões “aberrantes”, únicos e desafiadores, que se manifestam de forma imprevisível.
Observações práticas
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O Ascendente H4 é especialmente importante: representa um grande desafio pessoal, a lição que a psique precisa integrar.
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Um mapa H4 cheio de conjunções, quadraturas e oposições indica uma pessoa altamente mobilizada por crises, com consciência voltada para desafios internos e repetição de padrões.
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A interpretação clínica mostra áreas de frustração, crescimento e transformação, sendo útil para aconselhamento terapêutico e autoconhecimento profundo.
Síntese
Addey trouxe a matemática e vibração da alma, Hamblin transformou em aplicação prática para a vida real, e juntos nos ensinaram a ver o mapa como uma sinfonia viva, cheia de camadas e potenciais de transformação.
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